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O revival de “Gossip Girl” vale a pena? | Crítica

Série chegou ao HBO Max nesta quinta-feira (8)

O revival de "Gossip Girl" chegou ao HBO Max nesta quinta-feira (8) (Divulgação/HBO Max)
O revival de "Gossip Girl" chegou ao HBO Max nesta quinta-feira (8) (Divulgação/HBO Max)

POR HENRIQUE NASCIMENTO

Depois de muita expectativa ser criada ao redor do revival de “Gossip Girl”, a nova adaptação dos livros de Cecily von Ziegesar chegou ao HBO Max nesta quinta-feira (8). Uma continuação indireta da série anterior, mas com um elenco e trama completamente novos, a produção tem a missão de se tornar tão popular e adorada quanto a série original, que durou por seis anos e ficou marcada nos corações dos fãs. Mas o revival de “Gossip Girl” vale a pena?

Há muito da série original na nova versão: personagens extremamente bonitos e elegantes, cultos e membros da alta sociedade de Nova York, que não abaixam a cabeça para ninguém e são praticamente imaculados. E também há suas diferenças: eles não reinam apenas na escola, mas em todo lugar, graças às redes sociais. Liderados por Julien Calloway (Jordan Alexander), eles mandam e desmandam em todo mundo, ditando regras, criando tendências e, especialmente, assustando todos que não se encaixam em seu grupo social.

É por esse último motivo que, cansada dessa soberania, surge uma nova Gossip Girl, com o intuito de acabar com o reinado desses jovens ricos e influentes. No meio do fogo cruzado, entra Zoya Lott (Whitney Peak), meia-irmã de Julien, cujos pais não têm um histórico muito amigável. Ainda assim, as duas acabam se unindo, só para ver a amizade ser destruída pelas fofocas da misteriosa blogueira, que não está para brincadeira.

O melhor e o pior ponto do revival de “Gossip Girl” é o fato de sabermos, desde o início, quem é a blogueira narrada por Kristen Bell, que volta para dar o seu charme à série. É o melhor porque, desde o início, já sabemos as suas motivações e por que ela está atrás desse grupo de jovens especificamente. E é também a pior porque não parece crível, o que torna a série ainda mais fútil do que ela já, normalmente, é.

Então, por mais que estivesse ansioso para dizer que sim, a resposta é não: a nova “Gossip Girl” não chega à altura das expectativas criadas. Apesar do ponto positivo por apresentar diversidade na nova versão – com atores e atrizes não-brancos, uma atriz transexual e descendente de mexicanos e personagens LGBTQIA+ -, o grupo principal da série é tão detestável que fica quase impossível criar um vínculo. Na outra adaptação, nós pelo menos sentíamos que havia uma pessoa, com sentimentos e problemas reais, por trás de toda aquela fachada luxuosa.

O revival também se aproveitou do pior aspecto da geração atual, que é a imersão completa nas redes sociais e no universo dos influenciadores digitais – que, hoje em dia, alguém com mais de dois mil seguidores já tem a cara de pau de se considerar um -, e com isso perdeu a oportunidade de criar conexões além da tela do celular, com um público que já está saturado de tudo isso. Inclusive, chega a ser irônico que “Gossip Girl” seja lançada na mesma semana que o Instagram anunciou mudanças que distanciam a rede de sua proposta original para aproximá-la do TikTok, seu atual concorrente, uma rede social popular por suas “dancinhas”.

A nova “Gossip Girl” pode ser interessante para um público, seja os saudosos da série anterior – que aparece bastante em referências no primeiro episódio – ou aqueles que vivem esse universo das redes sociais com afinco. De resto, a não ser que a série dê uma guinada surpreendente nos próximos episódios, é melhor fingir que nunca existiu. De qualquer forma, dessa vez, vamos manter as expectativas mais baixas.

Adaptada para os tempos atuais – diferentemente da sua versão anterior -, a nova “Gossip Girl” mostra que os estudantes da Constance Billard não são influentes apenas dentro dos muros da escola ou nos degraus da escadaria do Metropolitan Museum of Art, o MET, mas em todo lugar. No entanto, a Gossip Girl está de volta e promete arruinar a felicidade dos jovens ricos e influentes.

A série terá 12 episódios e se passa oito anos após a os eventos da adaptação anterior, acompanhando uma nova geração de jovens da elite nova-iorquina. Do elenco original, apenas Kristen Bell (“The Good Place”) retorna como a voz da blogueira misteriosa, que é revelada logo no primeiro episódio da temporada.

Além de Bell, o elenco conta com Emily Alyn Lind (“Revenge”, “Doutor Sono”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Johnathan Fernandez (“Máquina Mortífera”), Thomas Doherty (“Legacies”), Adam Chanler-Berat (“De Repente Pai”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfectionists”), Zión Moreno (“Control Z”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e Jason Gotay (“Peter Pan Live!”).