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Duo Tunna lança clipe de “Transe Psicodélico”, que narra os desejos de duas mulheres bissexuais

Intenção é naturalizar relações fora do padrão

Duo Tunna lança clipe de “Transe Psicodélico” (Divulgação)

O duo Tunna lançou o clipe de “Transe Psicodélico”, faixa do disco “Avenida Elétrica”, lançado em janeiro deste ano. A música é um dancehall futurista que conta a história de um amor que estava em seu auge, mas que acabou interrompido. Assista:

Dirigido por Júlia Rodrigues, o clipe narra a relação entre duas mulheres flertando num jogo de sensualidade, sedução e carícias. O desfecho é misterioso, guardado só para quem quer se envolver por inteiro em suas paixões – ou por quem espera o fim do isolamento.

Transe já era uma das minhas músicas favoritas do álbum e assim que ouvi imaginei essa cena de dança frenética feita pela pessoa que é objeto de paixão de quem canta. Quem já esteve apaixonado conhece a sensação, não importa o que você está fazendo, a pessoa amada sempre brota no meio do pensamento dançando, sendo linda.” declarou Júlia.

Anna Crô, cantora do duo, afirma que “quando a gente pensou inicialmente na luz e em quem ia participar do clipe, isso ficou bem evidente. Por que não? As duas mulheres que participam do clipe são bissexuais. E se essa referência ajudar alguém a entender melhor a própria sexualidade, será show.”

Eu me entendi como bissexual não tem nem 10 anos e se tivesse tido mais referências quando mais nova, certeza que teria evitado muito sofrimento psicológico. Como produtora de um produto cultural e bissexual, sinceramente acho q não fiz mais do que minha obrigação”. concluiu Anna.

A dançarina Pâmela Amy, também bissexual, e uma das personagens da narrativa, explica que “a coreografia é minha intuição e estudo sobre a dança contemporânea. No dia da gravação me senti acolhida e à vontade para realizar o meu trabalho. Assim tudo flui como planejado”.

Sobre sua sexualidade ela afirma que “a bissexualidade por vezes foi vista como algo confuso até mesmo por quem é LGBT, acredito que temos muito a evoluir entre nós. Temos que expandir e dialogar com todes. Fazer esse clipe no Brasil sendo preta, bissexual e periférica é um manifesto.