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J.K. Rowling revela ataques após ser acusada de transfobia

Em suas redes sociais, a autora mostrou ameaças que vem recebendo

Em suas redes sociais, J. K. Rowling revelou que recebe ameaças após casos de transfobia (Crédito: Bennett Raglin/Getty Images for for Robert F. Kennedy Human Rights)
Em suas redes sociais, J. K. Rowling revelou que recebe ameaças após casos de transfobia (Crédito: Bennett Raglin/Getty Images for for Robert F. Kennedy Human Rights)

A autora britânica J.K. Rowling, mais conhecida por seu trabalho em “Harry Potter”, revelou que tem recebido ameaças em suas redes sociais. Os ataques são decorrentes das acusações de transfobia por parte da escritora, que surgiram nos últimos anos.

Em uma das publicações feitas por Rowling, um internauta dizia: “Eu desejo a você uma bomba caseira em sua caixa de correio.” A autora respondeu: “Para ser justa, quando você não pode fazer com que uma mulher seja demitida, presa ou demitida pela editora, e cancelá-la só fez as vendas de seus livros subirem, só há realmente um lugar para ir .”

Um outro post referia-se aos comentários feitos por ela sobre a insegurança de mulheres cis em banheiros ou vestiários frequentados por mulheres trans: “Isso ainda é por causa dos seus comentários sobre a segurança de mulheres em banheiros/vestiários, já que homens podem usá-los por simplesmente dizer que se identificam como mulheres?”, perguntou o perfil.

“Sim, mas agora centenas de ativistas trans ameaçaram me espancar, estuprar, assassinar e me bombardear. Percebi que esse movimento não representa nenhum risco para as mulheres”, respondeu Rowling.

Encerrando o assunto, a autora de “Harry Potter” escreveu que continuaria um capítulo de um novo livro da franquia “Cormoran Strike”, escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de Rowling:

“Para todas as pessoas que estão me mandando mensagens bonitas, generosas, divertidas e de apoio, muito obrigada. Queria ter tempo de responder a todos, mas Strike e Robin estão em um estágio complicado de investigação, então eu preciso dar algumas pistas”, finalizou.

ENTENDA O CASO

As acusações de transfobia contra Rowling começaram em 2019, quando ela defendeu uma empregada do Centro de Desenvolvimento Global, Maya Forstater, demitida por dizer que “homens não podem se transformar em mulheres”.

Em seu próprio Twitter, na época, Rowling escreveu: “Vista-se como quiser, chame-se do que gostar, durma com qualquer adulto que consinta e queira você. Viva sua melhor vida em paz e segurança. Mas forçar mulheres a deixarem seus trabalhos por afirmarem que sexo é real?”, acompanhadas das hashtags #IStandWithMaya (Eu apoio a Maya) e #ThisIsNotaDrill (Isso não é uma brincadeira).

O apoio resultou em posicionamentos contrários por parte dos fãs da autora, que se mostraram decepcionados com a atitude de Rowling, que não parou por aí. Em julho de 2020, a autora comparou o uso de hormônios por pessoas trans a uma “terapia de conversão para jovens gays”:

“Muitos, inclusive eu, acreditamos que estamos assistindo a um novo tipo de terapia de conversão para jovens gays, que estão sendo seguidos por um caminho de medicalização que pode resultar na perda de sua fertilidade e ou função sexual completa”, escreveu.

Mais recentemente, em setembro passado, ela foi novamente acusada de transfobia após divulgar, em suas redes sociais, uma loja de camisetas que produz produtos com frases transfóbicas e preconceituosas. Entre eles, há uma caneca que diz “Transfóbico notório”, um broche escrito “Foda-se o seu pronome” e outro afirmando que “Homens trans são minhas irmãs”.