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Lin-Manuel Miranda lamenta falta de representatividade afro-latina no filme “Em Um Bairro de Nova York”

O criador do musical está “realmente arrependido” pela falta de atores afro-latinos de pele escura no filme

Elenco do musical "Em um Bairro de Nova York" (Divulgação/Warner Bros.)
Elenco do musical "Em um Bairro de Nova York" (Divulgação/Warner Bros.)

Em Um Bairro de Nova York” chega aos cinemas nesta quinta-feira (17), mas as primeiras impressões de quem já teve a oportunidade de assistir ao filme chamou atenção para um tópico importante: a falta de representatividade afro-latina entre os atores.

O criador, compositor e estrela original do musical, Lin-Manuel Miranda, comentou sobre as críticas através de seu perfil no Twitter. “Comecei a escrever ‘Em Um Bairro de Nova York’ porque não me senti visto”, diz ele. “E nos últimos 20 anos, tudo que eu queria era que nós – TODOS nós – nos sentíssemos vistos. Estou vendo a discussão sobre a representação afro-latina em nosso filme neste fim de semana e está claro que muitos em nossa pele escura comunidade afro-latina não se sente suficientemente representada nela, principalmente entre os papéis principais”.

Em seguida, ele prosseguiu: “Posso ouvir a dor e a frustração com o colorismo, de me sentir ainda invisível no feedback. Ouvi dizer que, sem uma representação afro-latina de pele escura suficiente, o trabalho parece extrativo da comunidade que tanto queríamos representar com orgulho e alegria. Ao querer pintar um mosaico desta comunidade, ficamos aquém”.

Segundo o astro, ele está “realmente arrependido” pela falta de representatividade no longa. “Estou aprendendo com o feedback. Agradeço por levantá-lo e estou ouvindo. Estou tentando reservar espaço para o incrível orgulho do filme que fizemos e ser responsável por nossas deficiências. Obrigado por seus comentários honestos. Prometo fazer melhor em meus projetos futuros e me dedico ao aprendizado e à evolução que todos temos que fazer para garantir que estamos honrando nossa comunidade diversificada e vibrante”, completou.

O diretor do filme, Jon M. Chu (“Podres de Ricos”), admitiu que a situação é algo “sobre o qual ele precisava ser educado”. “No final, quando estávamos olhando para o elenco, tentamos encontrar as pessoas que fossem melhores para esses papéis”, disse em entrevista recente ao The Root.