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“Em um Bairro de Nova York” mostra que a vida ainda pode ser alegre e vibrante | #CineBuzzIndica

Baseado na peça de Lin-Manuel Miranda, longa chega aos cinemas nesta quinta-feira (17)

Estreando na pandemia, "Em um Bairro de Nova York" mostra que a vida ainda pode ser alegre e vibrante | #CineBuzzIndica (Reprodução/Warner Bros. Pictures)
Estreando na pandemia, "Em um Bairro de Nova York" mostra que a vida ainda pode ser alegre e vibrante (Reprodução/Warner Bros. Pictures)

POR HENRIQUE NASCIMENTO

Particularmente, acredito que não há um bom filme sem uma boa história. Não importa o quão inovadora seja a sua execução ou com quanta perfeição você tenha conseguido dar cabo de sua proposta: se a história não envolver o espectador o suficiente, você falhou. Felizmente, “Em um Bairro de Nova York“, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (17) e está no #CineBuzzIndica de hoje, preenche todas as caixinhas, seja você um fã convicto de musicais ou mesmo um dos mais relutantes (porém, se você fizer parte do primeiro grupo, a diversão é ainda maior).

Em um Bairro de Nova York” conta a história de um grupo de imigrantes – chamados entre si de Sonhadores -, que fizeram morada em Washington Heights, na parte norte de Manhattan, em Nova York. Lá, eles abriram negócios e prosperaram, formaram famílias e puderam sonhar seus sueñitos, mesmo longe de seus lugares de origem. Entre as histórias estão as de Usnavi (Anthony Ramos), que quer voltar para a República Dominicana, onde acredita ter tido os melhores dias de suas vida, e Sonny (Gregory Diaz IV), que fincou raízes em Nova York e quer ir para a faculdade.

Há também as de Vanessa (Melissa Barrera), que deseja se mudar para o centro da cidade e se tornar estilista, e Nina (Leslie Grace) que está de volta após passar um tempo fora e se ver perdida no mundo fora do barrio. No final, todos se encontram no Heights. No entanto, quando ele começa a desaparecer por causa da gentrificação, os Sonhadores precisam reencontrar o verdadeiro significado de lar para mantê-lo vivo.

Em um período turbulento como o que estamos vivendo há mais de um ano e meio, “Em um Bairro de Nova York” chega aos cinemas como um sinal à lembrança de que, sim, ainda podemos ter dias melhores, mais alegres, bonitos, vibrantes e divertidos. Para os fãs brasileiros de musicais, que não veem o interior de um teatro há tanto tempo, os espetáculos do longa farão sentir como se estivessem vendo tudo aquilo ao vivo, em cima do palco, tamanha a sua grandiosidade. Os destaques vão para “In The Heights”, que abre o filme; “96,000”, um dos pontos altos da produção; e “Blackout”, já embicando para um final emocionante.

A história criada por Quiara Alegría Hudes, que também assina o roteiro, e musicalizada por Lin-Manuel Miranda, reconhecido por seu trabalho espetacular no musical “Hamilton”, também é uma celebração à diversidade e, sobretudo, às culturas latino e afro-americanas. O Brasil aparece brevemente – piscou, perdeu -, mas não é preciso estar presente para se sentir representado: se o amor que você sente por suas raízes for ao menos um pouco como o que personagens sentem pelas deles, vai ser impossível segurar a emoção.

Por fim, “Em um Bairro de Nova York” ainda faz um favor ao seu diretor, Jon M. Chu, que era conhecido por ter dirigido dois documentários do cantor Justin Bieber antes de assumir o comando da adaptação de “Wicked” para os cinemas, um dos musicais mais queridos pelos fãs do gênero. Se havia dúvidas sobre o cineasta estar preparado ou não para a posição, Chu provou, por a mais b, que o trabalho pode não ser fácil, mas ele dá conta.