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Elenco de “O Diabo Veste Prada” se reúne para comemorar os 15 anos do lançamento do filme

Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Gisele Bundchen falam sobre o legado do filme no cinema

Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt em "O Diabo Veste Prada" (Barry Wetcher/20th Century Studios)
Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt em "O Diabo Veste Prada" (Barry Wetcher/20th Century Studios)

“O Diabo Veste Prada”, a adaptação do diretor David Frankel da história escrita por Lauren Weisberger – inspirada no período de sua vida trabalhando com a editora-chefe da Vogue, Anna Wintour, está completando 15 anos de lançamento. Para comemorar a data, a revista norte-americana EW convidou o elenco do filme, composto pelas estrelas Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Gisele Bundchen, Stanley Tucci e Adrian Grenier para falar sobre o legado do longa.

Figurinha carimbada da Sessão da Tarde, “O Diabo Veste Prada” se tornou um clássico moderno por seus figurinos e retratar mulheres em posição de poder em um universo dominado pelos homens. Diversas atrizes foram cotadas para o papel da editora-chefe da revista Runway, incluindo Michelle Pfeiffer, Glenn Close e Catherine Zeta-Jones, e a equipe buscava uma atriz que compreendesse que a personagem não era apenas uma chefe terrível, mas uma mulher venera moda e a revista. Foi assim que foi Meryl que foi escolhida para dar vida a Miranda Priest.

“Eu não estava interessado em fazer um filme biográfico sobre Anna; Eu estava interessado na posição dela na empresa. Eu queria assumir os fardos que ela tinha que carregar, além de ter uma boa aparência todos os dias”, afirmou Streep.

“[Miranda] nos dá uma personagem que muitos de nós podem aspirar, para ser intransigente, duro, real, honesto, direto ao ponto, e não ter que se contorcer e dançar para mostrar seu ponto sem ferir ou ofender alguém, o que acho muito mais fácil para os homens”, concorda Blunt.

De acordo com a roteirista Aline Brosh McKenna, a equipe do longa teve dificuldades para encontrar pessoas do mundo da moda para integrar o time. Segundo ela, as pessoas tinham medo de que soasse como um confronto a Wintour e acabarem perdendo trabalhos no futuro. No entanto, a modelo brasileira Gisele Bündchen, topou interpretar a Serena, uma das funcionárias da revista.

“Você só sabia que as pessoas que trabalhavam na Vogue eram dedicadas e profissionais. Anna foi a palavra final, e todos queriam agradá-la… mas isso é verdade para tudo. Quem não quer agradar ao chefe?”, conta a Bündchen.

Apesar do receio, o filme arrecadou US $124 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e garantiu duas indicações ao Oscar. Segundo Meryl, esta foi a prova de que um “filme feminino” pode ser um grande sucesso com um público amplo. “Este é o primeiro filme [onde] homens vêm até mim e dizem: ‘Eu sei como você se sente; tenho uma empresa e ninguém me entende. É muito difícil.’ É a coisa mais difícil do mundo para um homem sentir seu caminho até o protagonista do filme se for uma mulher”.

“Nossa sociedade está condicionada a ver o mundo pelos olhos dos homens no cinema e na literatura, e isso começou a fazer essa mudança”, completou o ator Stanley Tucci.