Fale conosco

O que vc está procurando?

CineBuzz

Cinema

Adrian Grenier concorda com Nate ser considerado o verdadeiro vilão de “O Diabo Veste Prada”

Em comemoração aos 15 anos do lançamento do filme, o ator comentou sobre as críticas que o personagem recebeu por suas atitudes na história

Nate (Adrian Grenier) e Andy (Anne Hathaway) no filme "O Diabo Veste Prada" (EVERETT COLLECTION)
Nate (Adrian Grenier) e Andy (Anne Hathaway) no filme "O Diabo Veste Prada" (EVERETT COLLECTION)

O Diabo Veste Prada” está completando 15 anos de seu lançamento e o elenco e a equipe de produção se reuniu a convite do site Entertainment Weekly para celebrar o legado e sucesso do filme. Com o passar dos anos, a perspectiva do público sobre a história mudou e Miranda Priestly (Meryl Streep) perdeu o posto de grande vilã do longa para Nate (Adrian Grenier), o namorado de Andy (Anne Hathaway).

“Eu não vi algumas das sutilezas e nuances desse personagem e o que ele representava no filme até que a sabedoria das massas veio online e começou a empurrar o personagem e jogá-lo debaixo do ônibus, e eu fui criticado”, disse ele.

De acordo com o ator, na época em que os comentários contra o personagem começaram a ganhar força na internet, ele não entendeu as críticas que estava recebendo. Com o passar dos anos e seu próprio crescimento pessoal, ele notou como o comportamento de Nate afetava a vida e a carreira de Andy na revista Runway.

“Todos aqueles memes que surgiram foram chocantes para mim. Não tinha me ocorrido até que eu realmente comecei a pensar sobre isso, e talvez fosse porque eu era tão imaturo quanto Nate era na época, e em muitos aspectos ele é muito egoísta e egocêntrico, era tudo sobre ele, ele não estava se esforçando para apoiar Andy em sua carreira”, prossegue o ator. “Depois de um tempo a refletir e deliberar muito, percebi a verdade nessa perspectiva”.

Já a roteirista do filme, Aline Brosh McKenna, diz que escreveu o personagem para ser uma visão invertida, mostrando a namorada sacrificando seus valores e vida pessoal pelo trabalho e o rapaz cobrando por mais atenção, diferente do que o público está acostumado a ver nos filmes de Hollywood.

“Ele está dizendo que ela está seguindo o diabo pelo caminho errado. E esse é o papel dele, que muitas vezes é um papel desempenhado pelas mulheres, que é lembrar o personagem de suas intenções morais. Acho que ele não apoia o trabalho dela; ele está feliz por ela, no final. Não acho que seja como se ele não quisesse que ela trabalhasse. O que ele critica é que os valores que ela definiu para si mesma, ela não está seguindo em frente, e há uma hipocrisia lá “, defende McKenna. “Suas intenções não eram se tornar uma fashionista com botas Chanel e voar para Paris … Andy realmente está se perdendo.”

“[Andy] precisava de mais do que Nate, e ela estava conseguindo. Ele não podia apoiá-la como ela precisava porque era um menino frágil e ferido. Há egoísmo e egocentrismo nisso, e eu acho que Andy precisava ser segurado por um homem que era um adulto”, ele argumenta. “Ele não podia sustentá-la como ela precisava porque ele era um menino frágil e ferido… em nome de todos os Nates lá fora: Vamos! Suba!”, completa Adrian.